
O Senado Federal pode avançar nesta quinta-feira (5) na regulamentação do uso de inteligência artificial (IA) no Brasil.
O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que pretende colocar o projeto em pauta no plenário após sua aprovação na Comissão Temporária de Inteligência Artificial, que está marcada para as 9h.
O projeto estabelece uma série de condutas proibidas para garantir que a aplicação da IA respeite direitos fundamentais. Entre as proibições estão:
O uso de tecnologias de identificação biométrica à distância, em espaços públicos, será permitido apenas em situações específicas, como captura de fugitivos, cumprimento de mandados de prisão ou flagrante de crimes graves, mediante autorização judicial.
Empresas que violarem as normas poderão enfrentar sanções severas, incluindo multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento anual. Outras punições incluem a suspensão de operações e restrições no uso de determinadas bases de dados.
O texto também propõe a criação do Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), que será coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Este órgão terá a responsabilidade de fiscalizar as aplicações de IA de alto risco e promover a autorregulação do setor, incentivando boas práticas e definindo padrões técnicos.
O projeto identifica atividades de IA classificadas como de alto risco, incluindo:
Esses procedimentos estarão sujeitos a supervisão mais rigorosa para evitar impactos negativos sobre direitos e liberdades individuais.
Se aprovado, o texto seguirá para análise na Câmara dos Deputados, etapa final antes de sua implementação.