
Um homem de 50 anos, residente da cidade de Alvorada (TO), foi internado com o vírus da raiva humana no estado. O diagnóstico foi confirmado à Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) pelo Instituto Pasteur, em São Paulo, na última quarta-feira (30).
O homem foi infectado pela variante AgV 3, que é transmitida por morcegos. A doença é viral e tem alta letalidade, podendo ser transmitida pelo contato com saliva e secreções de animais mamíferos infectados.
A raiva é uma doença viral extremamente letal, transmitida aos humanos pela saliva de mamíferos infectados. Embora muitas pessoas acreditem que o risco de contrair a raiva seja baixo, a realidade é que aproximadamente 70 mil pessoas ainda morrem anualmente em todo o mundo devido a essa infecção.
Mesmo com a existência da vacina e da imunoglobulina, medidas essenciais na prevenção, a raiva continua a ser uma ameaça séria e deve ser tratada com cautela.
De acordo com especialistas, a raiva provoca sintomas neurológicos graves, que podem incluir alterações comportamentais, dificuldades de locomoção e até paralisia em partes do corpo.
Outros sintomas comuns são salivação excessiva, dificuldades para engolir e, em casos extremos, parada cardiorrespiratória. A infecção é quase sempre fatal, causando morte em 99,99% dos casos.
“A raiva é uma doença letal, com altas taxas de mortalidade tanto para animais quanto para humanos. Por isso, é crucial que as pessoas tomem a vacina e vacinem seus animais domésticos e de criação, como bovinos”, alerta o profissional.
Além da vacinação, evitar contato com animais desconhecidos ou agressivos é fundamental. Nas áreas silvestres e rurais, onde há maior presença de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), o cuidado deve ser redobrado, pois esses animais são os principais transmissores do vírus nessas regiões.
Em caso de exposição, é essencial seguir os procedimentos recomendados. O primeiro passo é lavar o local do acidente com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Em uma unidade de saúde, o protocolo vacinal pós-exposição pode ser iniciado, acompanhado de soroterapia. Além disso, o animal suspeito de ter transmitido o vírus deve ser isolado e monitorado por 10 dias para verificar sintomas.
O especialista Victor Vasconcelos destaca a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra a raiva. Existem dois tipos de protocolo: o pré-exposição, que inclui duas doses de vacina e um exame sorológico para confirmar a produção de anticorpos, e o pós-exposição, indicado para quem foi atacado por um animal suspeito e que pode requerer até cinco doses da vacina, além de soroterapia.
A decisão sobre o tipo de protocolo a ser seguido é feita pelo médico, conforme a gravidade do acidente.