
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (28) uma “Operação Raio X”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal.
O esquema envolveu saques milionários de precatórios judiciais na agência de Gurupi, e movimentações ilegais em outros estados.
As investigações, conduzidas em parceria com a CAIXA, identificaram a existência de três núcleos dentro da organização criminosa. O núcleo externo era composto por advogados e outros indivíduos responsáveis por falsificação de documentos, como procurações, contratos e assinaturas, além de realizar os saques fraudulentos.
Já o núcleo interno envolveu funcionários da própria CAIXA que, em conjunto com os agentes externos, facilitaram a liberação dos valores. Por fim, o núcleo da lavagem era responsável por dissimular a origem ilícita dos recursos por meio de operações financeiras, beneficiando-se diretamente dos montantes ilegais.
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A operação revelou que um saque fraudulento realizado em Gurupi totalizou R$ 20,8 milhões, montante que deveria ser destinado a empresas de serviços médicos do Rio de Janeiro. Por determinação judicial, a CAIXA conseguiu recuperar cerca de R$ 15,3 milhões, mas o prejuízo total aos cofres públicos ultrapassou R$ 5 milhões.
O grupo criminoso também tentou realizar outras operações ilegais, incluindo saques de R$ 945 mil e R$ 300 mil em março deste ano, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, Bahia.
Os envolvidos poderão responder por crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas podem somar mais de 30 anos de prisão. O nome da operação faz referência ao símbolo “X”, associado à instituição financeira que foi alvo dos prejuízos milionários.