Veja como funcionava o esquema de golpes da servidora pública que usava documentos de pais de alunos no interior do Tocantins

Segurança11/10/2024

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Na tarde desta sexta-feira (11), o delegado da Polícia Civil do Tocantins, Andreson Alves, titular da 46ª Delegacia de Presidente Kennedy, divulgou novos detalhes sobre a prisão de uma servidora pública de 26 anos, acusada de aplicar golpes que resultaram em prejuízos superiores a R$ 100 mil. A mulher, que atuava no município localizado a cerca de 220 quilômetros de Palmas, foi detida durante a Operação Apate, com a participação da 46ª DP de Presidente Kennedy e da 5ª Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (DEIC – Guaraí).

Segundo as investigações, a suspeita utilizava documentos e selfies de colegas de trabalho e pais de alunos da instituição municipal de ensino onde trabalhava para abrir contas digitais em nome das vítimas e realizar empréstimos. O dinheiro obtido com os golpes era utilizado para sustentar o vício da acusada em apostas online, sem gerar qualquer lucro para ela.

Esquema de fraudes envolvia pais de alunos e colegas de trabalho

De acordo com o delegado Andreson Alves, a servidora pública utilizava seu cargo para enganar as vítimas. Ela alegava aos pais dos alunos que precisava de documentos e fotos pessoais para atualizar o censo escolar, enquanto com os colegas de trabalho afirmava a necessidade de criar uma pasta digital dos servidores. Com essas informações em mãos, ela abria contas digitais em nome das vítimas e contraía empréstimos, cujo valor total ultrapassou R$ 100 mil.

A investigação revelou que o dinheiro era transferido para a conta pessoal da acusada, sendo integralmente utilizado em apostas online. O delegado destacou a gravidade do caso, explicando que a mulher não obtinha qualquer retorno financeiro com as apostas, apenas acumulava dívidas.

Prejuízos financeiros e prisão

Além dos mais de R$ 100 mil desviados das vítimas, a mulher já havia vendido bens pessoais, como carro e casa, e contraído empréstimos com diversas pessoas, acumulando um prejuízo total que se aproxima de R$ 1 milhão. A acusada foi presa e permanece à disposição da Justiça, enquanto o inquérito será finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

O delegado Andreson Alves ressaltou a seriedade do caso, que exemplifica como o vício em apostas online pode levar ao envolvimento em atividades criminosas. A Operação Apate foi batizada em alusão à deusa grega do engano, Apate, que simboliza a fraude e a trapaça.

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