
O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, que conecta os estados do Tocantins e Maranhão, mobilizou diversas equipes de resgate e perícia desde o ocorrido em 22 de dezembro. A tragédia deixou um saldo de 17 desaparecidos e trouxe à tona a importância do trabalho técnico e científico para a identificação das vítimas.
Entre os profissionais envolvidos, o destaque vai para os papiloscopistas do Instituto de Identificação do Tocantins, que utilizam o método de confronto papiloscópico para garantir que as famílias possam reconhecer e sepultar seus entes queridos com dignidade.
A análise das impressões digitais tem sido determinante na identificação das vítimas, especialmente em casos onde outros métodos, como o reconhecimento visual ou genético, se mostram inviáveis. Segundo Marcos Fernandes, chefe do 2º Núcleo de Papiloscopia de Araguaína, o tempo médio para emissão de um laudo papiloscópico é de cerca de uma hora, permitindo que os corpos sejam liberados rapidamente para os familiares.
Além disso, boletins diários são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, atualizando a situação das vítimas identificadas e desaparecidas. Até o último informe, uma pessoa havia sido resgatada com vida, seis vítimas foram identificadas por impressões digitais, enquanto outras continuam sem identificação.
Resgatado com vida:
Óbitos confirmados:
Desaparecidos:
Marcos Fernandes ressaltou que, além de contribuir para um processo mais humano em meio à tragédia, a ciência forense reafirma sua importância em situações de grande impacto.
As buscas seguem, com equipes empenhadas em localizar os desaparecidos e oferecer respostas às famílias.