Veja como funciona o trabalho de identificação dos corpos por papiloscopistas do Tocantins das vítimas do desabamento da Ponte JK

Segurança30/12/2024

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O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, que conecta os estados do Tocantins e Maranhão, mobilizou diversas equipes de resgate e perícia desde o ocorrido em 22 de dezembro. A tragédia deixou um saldo de 17 desaparecidos e trouxe à tona a importância do trabalho técnico e científico para a identificação das vítimas.

 

Entre os profissionais envolvidos, o destaque vai para os papiloscopistas do Instituto de Identificação do Tocantins, que utilizam o método de confronto papiloscópico para garantir que as famílias possam reconhecer e sepultar seus entes queridos com dignidade.

 

O papel essencial da perícia papiloscópica

 

A análise das impressões digitais tem sido determinante na identificação das vítimas, especialmente em casos onde outros métodos, como o reconhecimento visual ou genético, se mostram inviáveis. Segundo Marcos Fernandes, chefe do 2º Núcleo de Papiloscopia de Araguaína, o tempo médio para emissão de um laudo papiloscópico é de cerca de uma hora, permitindo que os corpos sejam liberados rapidamente para os familiares.

 

Além disso, boletins diários são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, atualizando a situação das vítimas identificadas e desaparecidas. Até o último informe, uma pessoa havia sido resgatada com vida, seis vítimas foram identificadas por impressões digitais, enquanto outras continuam sem identificação.

 

Lista atualizada de vítimas

 

Resgatado com vida:

  • Jairo Silva Rodrigues, 36 anos

 

Óbitos confirmados:

  • Lorena Rodrigues Ribeiro, 25 anos
  • Lohanny Cidronio de Jesus, 11 anos
  • Kecio Francisco Santos Lopes, 42 anos
  • Andreia Maria de Sousa, 45 anos
  • Anísio Padilha Soares, 43 anos
  • Silvana dos Santos Rocha Soares, 53 anos
  • Rosimarina da Silva Carvalho, 48 anos
  • Elisangela Santos das Chagas, 50 anos

 

Desaparecidos:

 

  1. Alessandra do Socorro Ribeiro, 50 anos
  2. Beroaldo dos Santos, 51 anos
  3. Cássia de Sousa Tavares, 34 anos
  4. Cecília Tavares Rodrigues, 3 anos
  5. Felipe Giuvannucci Ribeiro, 10 anos
  6. Gessimar Ferreira, 38 anos
  7. Marçon Gley Ferreira
  8. Salmon Alves Santos, 65 anos

 

Marcos Fernandes ressaltou que, além de contribuir para um processo mais humano em meio à tragédia, a ciência forense reafirma sua importância em situações de grande impacto.

 

As buscas seguem, com equipes empenhadas em localizar os desaparecidos e oferecer respostas às famílias.

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