O ex-policial militar acusado de matar o lanterneiro Flávio Nunes Leite, em 1º de fevereiro de 2020, será levado a júri popular. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). O réu, que na época do crime era soldado da Polícia Militar, foi expulso da corporação após um procedimento administrativo.
De acordo com o processo, o crime ocorreu após um acidente de trânsito na Avenida Teotônio Segurado, em Palmas. Flávio teria colidido com a traseira do carro do policial, que não estava em serviço no momento. Após o impacto, o ex-policial seguiu a vítima por cerca de 200 metros e atirou em frente a um posto de combustível.
Flávio chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Geral de Palmas.
Defesa alega legítima defesa
O ex-policial confirmou, em interrogatório judicial, que atirou contra a vítima, mas alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, o juiz Cledson José Dias Nunes determinou o júri popular com base na materialidade do crime e nos indícios de autoria apresentados.
“Havendo prova de materialidade de crime doloso contra a vida e indícios suficientes de autoria ou participação, o acusado deve ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri”, afirmou o magistrado.
A defesa do réu poderá recorrer da decisão no Tribunal de Justiça. O nome do acusado não foi divulgado, e até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados responsáveis.