“The Voice da prisão”: Flordelis participa de concurso musical na cadeia; VEJA VÍDEO

Geral29/11/2024

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A ex-deputada e pastora Flordelis dos Santos de Souza, atualmente cumprindo pena de 50 anos pela morte do marido, Anderson do Carmo, participou do concurso musical “Voz da Liberdade”. O evento ocorreu na última quinta-feira (28), no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, como parte das atividades promovidas pela Secretaria de Administração Penitenciária do estado.

 

O concurso, que contou com 17 finalistas, foi uma oportunidade para as internas mostrarem seus talentos musicais. Apesar de ser cantora e ter um histórico artístico, Flordelis não venceu a competição. Em sua conta oficial no Instagram, foi publicada uma foto das participantes, acompanhada da legenda “The Voice da prisão”, em referência ao famoso programa televisivo.

Diversidade musical no palco e proposta de ressocialização

 

O “Voz da Liberdade” reuniu cerca de 150 participantes, entre elas 21 mulheres trans. As apresentações abrangeram diversos gêneros musicais, como MPB, axé, samba, pop, sertanejo e louvores, demonstrando a diversidade cultural dentro do sistema prisional.

 

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o principal objetivo do concurso é promover a ressocialização das detentas. A pasta destacou que a iniciativa busca “mostrar para a sociedade que, para além das penas que essas presas cumprem, existem mulheres em recuperação, com talentos significativos, que podem e desejam contribuir positivamente para a sociedade e suas famílias no futuro”.

 

 

Relembre o caso que condenou Flordelis

 

Flordelis foi condenada em 2022 a 50 anos de prisão pelo envolvimento na morte do marido, Anderson do Carmo, assassinado a tiros em junho de 2019, na garagem da residência do casal em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. O crime envolveu, segundo o Ministério Público, sete filhos biológicos e adotivos da pastora, além de uma neta e outras duas pessoas.

De acordo com as investigações, Flordelis teria tentado manipular testemunhas durante o processo. Em abril de 2024, a Justiça manteve sua condenação, reforçando as evidências do envolvimento da ex-deputada no assassinato.

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