Foto: Djavan Barbosa/TV Anhanguera
Os usuários do transporte público de Palmas voltarão a pagar a tarifa a partir da próxima segunda-feira (3). O valor será mantido em R$ 3,85, e as recargas poderão ser feitas por todos os meios de pagamento disponíveis, conforme informou o presidente da Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP), Walace Pimentel.
Manutenção do serviço e situação da frota
Durante entrevista, Pimentel destacou que não há previsão de reajuste na tarifa e que a gratuidade do transporte continuará válida nos fins de semana e feriados. No entanto, ele alertou sobre as dificuldades enfrentadas na gestão da frota. “Recebemos o transporte público de Palmas em situação muito difícil. Estamos investindo na recuperação dos ônibus, mas isso é apenas uma solução paliativa para manter o mínimo de operação. Por isso, trabalhamos para agilizar o processo de licitação e entregar a gestão do serviço a uma empresa com expertise na área”, afirmou.
A gratuidade temporária da tarifa em janeiro foi anunciada durante a cerimônia de transmissão de faixa no dia 1º. Segundo o prefeito Eduardo Siqueira (Podemos), a decisão visou garantir tempo para reorganizar o sistema de transporte municipal.
Licitação e futuro da concessão
No Diário Oficial de 13 de janeiro, a prefeitura publicou um decreto autorizando a concessão do transporte coletivo à iniciativa privada. A licitação terá validade de 20 anos, com possibilidade de prorrogação.
O transporte público de Palmas esteve sob concessão privada por mais de duas décadas. Após o término do contrato em 2022, a então prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) optou por municipalizar o serviço, criando a ATCP para gerenciá-lo.
A nova licitação será realizada na modalidade de concorrência pública, contemplando um único lote de concessão. A empresa vencedora deverá operar com uma frota de 180 ônibus para atender uma população estimada de 323 mil habitantes.
Passageiros relatam problemas no transporte
Usuários do transporte coletivo relatam dificuldades na rotina diária, principalmente nos horários de pico. “Segunda-feira é pior”, afirmou uma passageira, destacando a superlotação e a falta de ônibus suficientes nas linhas. As principais reclamações envolvem atrasos, redução da frota e insuficiência de veículos nos itinerários mais movimentados.