
O julgamento de Erika de Souza Vieira Nunes, 43 anos, teve início nesta terça-feira (12). Acusada de tentar utilizar o corpo sem vida de seu tio, Paulo Roberto Braga, de 68 anos, para realizar operações bancárias em uma agência de Bangu, no Rio de Janeiro, Erika não compareceu ao Fórum, alegando motivos psiquiátricos.
Segundo sua advogada, Erika está internada em uma clínica psiquiátrica desde 24 de outubro, com o agravamento de seu estado de saúde mental.
No mês de maio, uma reportagem do programa Fantástico destacou relatórios médicos que indicam que Erika apresenta quadro de depressão, pensamentos suicidas e alucinações auditivas. Ela foi detida em flagrante na época do incidente, sendo acusada de vilipêndio de cadáver e de tentativa de furto mediante fraude.
Durante o julgamento, a juíza responsável ouvirá depoimentos de cerca de oito testemunhas que possuem ligação com o episódio, incluindo um mototaxista, gerentes da agência bancária, um motorista de aplicativo e médicos.
Todas essas pessoas foram identificadas como indivíduos que mantiveram contato com Erika e seu tio nos últimos momentos antes da morte do homem. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do caso, que gerou ampla repercussão e levanta questões sobre o estado mental da acusada e as motivações por trás de suas ações.