Saiba quem é a “Dama do Crime” suspeita de gerenciar uma rede de distribuição de drogas no Tocantins

Segurança13/12/2024

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Uma mulher de 25 anos, conhecida como “Dama do Crime”, foi presa suspeita de gerenciar uma rede de distribuição de drogas no Tocantins. Lúcia Gabriela Rodrigues Bandeira é acusada de controlar pagamentos, dívidas de integrantes e monitorar depósitos usados como bases para o tráfico.

 

Durante a operação Lady’s Fall, realizada pela Polícia Civil na última terça-feira (10), outros 11 suspeitos também foram detidos. Segundo a polícia, o grupo é vinculado a uma facção criminosa paulista com atuação no estado. Mandados de prisão e busca foram cumpridos em Paraíso, Palmas, Divinópolis do Tocantins, Porto Nacional, Araguaína e Xambioá.

Fachada comercial e controle de depósitos

 

As investigações apontam que Lúcia administrava uma loja virtual de roupas, que possivelmente servia como fachada para encobrir suas atividades ilícitas. Além disso, ela era responsável por coordenar depósitos de drogas em imóveis alugados, equipados com câmeras de segurança. As imagens eram acessadas tanto por Lúcia quanto por integrantes da facção em São Paulo.

 

A “Dama do Crime” contava com o apoio de outra mulher, conhecida como “Tempestade”, que atuava como seu braço direito e gerenciava as finanças da organização. Ambas foram presas na operação.

Histórico e material apreendido

 

Em junho, Lúcia já havia sido detida em Paraíso do Tocantins, quando a polícia apreendeu mais de R$ 300 mil em drogas, incluindo haxixe, maconha e cocaína. Na época, ela foi liberada e chegou a publicar vídeos nas redes sociais ironizando a prisão.

 

As drogas eram armazenadas em tonéis enterrados em imóveis alugados, e a polícia afirma que ela era responsável por recebê-las e distribuí-las a outros municípios.

Defesa e presunção de inocência

 

O advogado da suspeita, Barcelos Filho, afirmou que a defesa está analisando as provas para demonstrar que a prisão preventiva não é necessária. Segundo ele, a investigação não comprova que a liberdade de Lúcia representaria risco à ordem pública. Ele reforçou que todos os investigados têm direito à presunção de inocência.

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