
A Marinha do Brasil confirmou que, das 17 vítimas do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados do Maranhão e Tocantins, 14 já foram localizadas e identificadas. Até a tarde desta quarta-feira (8), três pessoas ainda permaneciam desaparecidas.
A ponte, situada na BR-226 entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), desabou no dia 22 de dezembro de 2024, quando o vão central cedeu. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a causa do colapso ainda está sob investigação.
Entre os desaparecidos estão Salmon Alves Santos, de 65 anos, e seu neto Felipe Giuvannuci Ribeiro, de 10 anos. Eles viajaram juntos na companhia de Alessandra do Socorro Ribeiro, de 40 anos, esposa de Salmon e avó de Felipe, cujo corpo foi encontrado no rio Tocantins.
O terceiro desaparecido é o maranhense Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos.

Gessimar, vendedor e morador de Estreito (MA), é descrito como um homem dedicado à família. Ele viajava para visitar parentes em Aguiarnópolis (TO) quando aconteceu o acidente.

Natural de Porto Nacional (TO), Salmon viajou com a família em um caminhonete S10 quando a ponte cedeu. O veículo foi localizado submerso, mas o corpo de Salmon ainda não foi encontrado.

Felipe, de apenas 10 anos, estava na mesma caminhonete dos avós. Seu corpo também permanece desaparecido, enquanto a avó, Alessandra Ribeiro, foi identificada após análise de DNA realizada pelo Instituto de Genética Forense (IGF), em São Luís.
A Marinha anunciou que as operações de busca poderão ser suspensas caso não surjam novas acusações sobre o paradeiro dos desaparecidos. Uma última varredura está sendo realizada por mergulhadores para cobrir todas as áreas possíveis nos arredores do acidente.
Além disso, a abertura do comportamento da barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito, necessária devido ao aumento do nível das águas causado pelas chuvas, complicou ainda mais os trabalhos. A força da correnteza pode ter levado corpos e materiais para longe do local do desabamento.
Os tanques com defesas agrícolas que também caíram no rio dificultam as buscas e levantam preocupações ambientais. Apesar dos desafios, a Marinha informou que retomará os trabalhos caso surjam novas informações concretas.