Policial penal é condenado a mais de 18 anos por duplo homicídio em Palmas

Geral12/12/2025

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Foto: Reprodução

O policial penal Robson Dante Gonzaga Santana foi condenado a 18 anos, dois meses e 21 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de Sione Pereira de Oliveira e Weliton Pereira Barbosa, além da tentativa de homicídio contra um terceiro homem. O crime ocorreu em uma distribuidora de bebidas localizada em Palmas, capital do Tocantins.

Sione Pereira de Oliveira era mãe da menina Laura Oliveira, que está desaparecida desde janeiro de 2016. Além da pena de prisão, a sentença determinou a perda do cargo público exercido pelo réu, que atuava como policial penal na Unidade Penal de Palmas desde 2017, conforme dados do Portal da Transparência.

A decisão foi proferida pela juíza Gisele Pereira de Assunção, da 1ª Vara Criminal de Palmas. Na sentença, a magistrada destacou que a gravidade dos crimes é incompatível com o exercício da função pública de policial penal.

Justiça fixa indenização às famílias das vítimas:
Além da condenação criminal, a juíza determinou o pagamento de indenizações às vítimas. A família de Weliton Pereira Barbosa deverá receber R$ 100 mil, assim como os familiares de Sione Pereira de Oliveira. O homem ferido durante o ataque foi indenizado em R$ 50 mil.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa do policial penal, informou que não comenta decisões judiciais, ressaltando que o direito à ampla defesa é garantido pela Constituição Federal.

Crime ocorreu em distribuidora no sul de Palmas:
O crime aconteceu na madrugada de 15 de setembro de 2017, em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny III, região sul de Palmas. Sione Pereira e Weliton Barbosa morreram ainda no local, enquanto um terceiro homem ficou ferido.

Segundo relatos colhidos durante o processo, o acusado estava consumindo bebida alcoólica e teria chegado ao estabelecimento afirmando ser policial, portando arma de fogo e fazendo ameaças. Testemunhas relataram ter ouvido pelo menos cinco disparos naquela noite.

No mesmo dia, o policial penal se apresentou à delegacia com a arma utilizada no crime e alegou ter agido em legítima defesa. Ele afirmou que teria sido agredido antes de efetuar os disparos. No entanto, conforme a sentença, não foram identificados elementos concretos que comprovassem a versão apresentada pelo réu.

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