Policial acusado de matar advogado em disputa por herança milionária em Araguaína é condenado a 32 anos de prisão

Segurança05/12/2024

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O policial militar João Oliveira Santos Júnior, de 42 anos, foi condenado nesta quarta-feira (4) a 32 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato do advogado araguainense Danillo Sandes Pereira.

 

O julgamento ocorreu em Araguaína, e a pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado.

 

O crime, registrado em julho de 2017, teve como motivação uma disputa envolvendo uma herança de R$ 7 milhões. Segundo o processo, João Oliveira foi contratado para executar o advogado. O caso teve ampla repercussão devido ao envolvimento de outras pessoas na trama, incluindo o farmacêutico Robson Barbosa da Costa, apontado como mandante do homicídio.

Julgamento dos envolvidos

 

João Oliveira deveria ser julgado em setembro deste ano ao lado de Robson Barbosa, mas os processos foram desmembrados após a ausência de uma testemunha. Robson foi condenado a 39 anos e 3 meses de reclusão, além de 1 ano e 3 meses de detenção. Outros envolvidos, Wanderson Silva de Sousa e Rony Macedo Alves Paiva, receberam penas de 32 anos e 22 anos, respectivamente.

 

Segundo o Ministério Público Estadual (MPTO), João foi condenado por homicídio triplamente qualificado, associação criminosa, ocultação de cadáver e formação de grupo de extermínio, o que agravou sua pena. Ele também perdeu o cargo de policial militar no Pará.

 

João está preso desde setembro de 2017. À época, as defesas dos réus condenados declararam que recorreriam às instâncias superiores para tentar anular as sentenças.

Relembre o caso

 

Danillo Sandes Pereira representava Robson Barbosa em uma disputa de herança milionária. A investigação revelou que Robson planejou o assassinato após Danillo se recusar a participar de uma fraude envolvendo os bens herdados.

 

Danillo acionou a Justiça para cobrar honorários devidos por Robson, que foi obrigado a vender um caminhão para pagar a dívida. Insatisfeito, Robson contratou Rony Macedo para intermediar o plano e organizar a execução. João Oliveira e Wanderson Silva, militares envolvidos, receberiam R$ 40 mil pelo crime.

 

No dia 25 de julho de 2017, Danillo foi atraído sob o pretexto de tratar de um inventário. Durante o trajeto, os pistoleiros dispararam dois tiros contra sua nuca e ocultaram o corpo em um matagal, onde foi encontrado dias depois.

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