Uma casa foi incendiada no Território Quilombo Rio Preto, em Lagoa do Tocantins, após a remoção de uma cerca que impedia o acesso da comunidade a um rio. A Polícia Civil investiga o caso como possível conflito fundiário. A Secretaria dos Povos Originários do Estado do Tocantins repudiou a situação e afirmou estar adotando medidas para garantir a segurança da comunidade.
Moradores relataram ameaças e violência na região, incluindo destruição de lavouras e incêndios anteriores. Mesmo com denúncias e uma liminar concedendo posse provisória do território, a comunidade afirma que os responsáveis não foram punidos.
Reuniões e ações para proteção da comunidade
Em 3 de fevereiro, uma força-tarefa formada por órgãos estaduais e federais visitou o quilombo para debater ações de segurança. Entre os participantes estavam representantes da Defensoria Pública, do Incra e das Polícias Civil e Militar. Após a remoção da cerca, a situação se agravou e resultou no incêndio da casa na quarta-feira (19).
A Secretaria da Segurança Pública informou que, se confirmada a relação do incêndio com o conflito fundiário, um relatório será encaminhado à Polícia Federal, órgão responsável por esse tipo de caso. A comunidade quilombola segue exigindo providências para garantir sua integridade e permanência no território.