A Operação I-Fraude resultou na prisão preventiva de um pai e seu filho pela Polícia Federal (PF). Eles são acusados de invadir sistemas federais e vazar dados de autoridades e figuras públicas. A prisão ocorreu em Vinhedo, SP, após buscas na residência da dupla. A Justiça Federal confirmou a prisão durante audiência de custódia. Entre as vítimas do vazamento de dados está o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF.
A PF descobriu que a quadrilha invadia sistemas federais e vendia os dados obtidos em redes sociais. Membros de facções criminosas e até policiais eram clientes desse esquema. O faturamento da organização criminosa é estimado em pelo menos R$ 10 milhões entre 2020 e 2024, com R$ 4 milhões bloqueados nas contas dos suspeitos.
A Operação I-Fraude foi deflagrada em cinco estados do Brasil. Com base nas informações coletadas, a PF solicitou a prisão de três suspeitos, incluindo o pai e o filho de Vinhedo, cumpridos na quinta-feira. O esquema permitia que informações pessoais de milhares de pessoas fossem consultadas em um painel, principalmente por meio de redes sociais, com diferentes planos de mensalidades.
Os suspeitos podem sofrer penas, que podem chegar a 23 anos de reclusão, incluindo crimes de invasão de dispositivo informático, lavagem de bens ou valores e organização criminosa.