Operação Ghostbusters: Como os criminosos usaram aplicativo para roubar mais de R$ 100 mil de contas bancárias

Segurança10/10/2024

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A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), realizou nesta quinta-feira, 10, a terceira fase da Operação Ghostbusters. A ação ocorreu em diversas cidades paulistas, incluindo São Paulo, Praia Grande, Araçatuba, Guarulhos e Ferraz de Vasconcelos.

A operação visa desmantelar organizações criminosas especializadas em fraudes eletrônicas conhecidas como “Mão Fantasma”. Essa prática envolve o uso de ferramentas de gerenciamento remoto, induzindo as vítimas a instalar aplicativos sob o pretexto de remover vírus e aumentar a segurança digital, o que resulta no roubo de grandes quantias financeiras.

Investigação e prisões

Conforme o delegado Lucas Santana, responsável pela operação, a ação contou com a emissão de 18 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em residências nas cidades mencionadas. Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos.

Um dos suspeitos, identificado pelas iniciais V.C.P., de 20 anos, foi preso preventivamente. Outros dois indivíduos com mandados de prisão em aberto ainda não foram localizados, mas as investigações continuam. Também foi determinado o bloqueio e sequestro de valores em contas bancárias e aplicações financeiras dos envolvidos.

O esquema da fraude

O golpe começa com uma ligação, onde o criminoso se passa por funcionário de uma instituição financeira, alertando a vítima sobre movimentações suspeitas em sua conta. Em seguida, sob o pretexto de reforçar a segurança digital, o criminoso convence a vítima a instalar um aplicativo de gerenciamento remoto, que dá ao fraudador total controle sobre o dispositivo. A partir desse ponto, ele realiza transferências, pagamentos e empréstimos, subtraindo o dinheiro das contas da vítima em tempo real.

Os criminosos empregam técnicas para se passarem por funcionários legítimos, usando uma linguagem formal, gravações de centrais de atendimento e mascarando números de telefone, o que confere credibilidade à fraude.

Prejuízos e continuidade das investigações

A Operação Ghostbusters III foi iniciada a partir de inquéritos abertos no final de 2022, quando seis vítimas de Palmas relataram prejuízos totais de aproximadamente R$ 120 mil após caírem no golpe. O nome da operação faz alusão à maneira sorrateira como os criminosos agem, comparando-os a “fantasmas” que realizam os golpes à vista das vítimas, mas sem serem detectados de imediato.

A operação envolveu mais de 60 policiais civis do Tocantins e de São Paulo e deve continuar até que todos os envolvidos sejam identificados e detidos.

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