Operação da Polícia Civil mira esquema de fraude na emissão de CNHs em cidades do Tocantins

Geral11/03/2026

Crédito - João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

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A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Sinal Vermelho, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar a emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no estado.

Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 59 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis. As ações ocorrem nas cidades de Araguaína, Araguatins, Augustinópolis, Palmas, Guaraí, Sítio Novo do Tocantins e Ananás, além de Imperatriz, no Maranhão.

As investigações contam com o acompanhamento da Direção Superior e da Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran-TO).

Investigação aponta esquema de venda de CNH no Tocantins

As investigações começaram após levantamentos realizados pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Palmas. Segundo a apuração, o grupo criminoso atuava em um esquema conhecido como “venda de CNHs à distância”.

De acordo com a Polícia Civil, candidatos pagavam valores de até R$ 4,3 mil para obter a habilitação sem cumprir etapas obrigatórias, como exames médicos e psicológicos, aulas teóricas ou provas práticas. Em alguns casos, os beneficiários sequer compareciam ao Tocantins durante o processo.

O delegado Márcio Lopes da Silva, responsável pelo caso, afirmou que a prática compromete a segurança no trânsito. “A operação busca preservar a integridade do sistema de habilitação e impedir que pessoas sem capacitação conduzam veículos”, explicou.

Esquema utilizava fraude biométrica e manipulação de dados

Segundo as investigações, o grupo seria formado por servidores públicos, profissionais de clínicas médicas e psicológicas, instrutores de Centros de Formação de Condutores (CFCs) e funcionários de empresas terceirizadas.

Entre os métodos utilizados para fraudar o processo de habilitação estão:

  • Fraude biométrica, com inserção de digitais de terceiros no sistema;

  • Uso de fotografias enviadas por aplicativos para burlar o reconhecimento facial;

  • Inserção de resultados falsos em provas que não foram realizadas.

Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações.

A operação conta com apoio de equipes da DRACCO e de delegacias regionais do Tocantins, além da colaboração da Polícia Civil de Imperatriz (MA). Cerca de 200 policiais civis participam da ação.

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