
A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (15), 14 mandados de busca e apreensão contra cinco policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) em Palmas. Eles são suspeitos de envolvimento em um homicídio e de simular uma troca de tiros para encobrir o crime.
Um agente da Guarda Metropolitana também está entre os investigados.
A operação investiga o envolvimento desses policiais na morte de Jaimeson Alves da Rocha, de 35 anos, ocorrida em uma oficina mecânica no Jardim Aureny III, no dia 18 de junho deste ano.
Conforme as investigações, os agentes teriam forjado a situação para justificar a execução e ainda plantaram uma arma ao lado da vítima, sugerindo um confronto armado.
A Justiça do Tocantins determinou o afastamento dos cinco policiais militares e do guarda municipal de suas funções nas ruas. Além disso, os investigados tiveram as armas recolhidas, o porte de arma suspenso e foram obrigados a utilizar tornozeleiras eletrônicas enquanto aguardam o andamento das investigações.
Em nota, a prefeitura de Palmas afirmou estar colaborando com as investigações e reforçou que não teve acesso integral aos autos do processo. Caso seja comprovado o envolvimento do agente da Guarda Metropolitana, a administração municipal garantiu que tomará todas as providências legais cabíveis.
Há indícios de que dois dos policiais envolvidos, que ingressaram na corporação em 2022, participaram do crime como parte de um “ritual de batismo” realizado após concluírem o curso da Rotam. Segundo a investigação, os novatos teriam sido submetidos a confrontos armados como forma de iniciação.
A morte de Jaimeson Alves da Rocha teria sido planejada e monitorada por policiais e pelo guarda municipal, que usava o sistema de câmeras da prefeitura para acompanhar a rotina da vítima. Laudos periciais e imagens de câmeras de segurança corroboram as suspeitas de execução e desmentem a versão de troca de tiros alegada pelos envolvidos.