La Casa de Papel? Grupo que mataria Moraes usava países como codinomes

Segurança19/11/2024

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A Polícia Federal (PF) revelou, em relatório, detalhes sobre um suposto plano de sequestro e execução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os militares envolvidos, assim como em “La Casa de Papel”, utilizavam codinomes, mas, nesse caso, os nomes escolhidos eram de países como “Alemanha”, “Brasil”, “Argentina”, “Áustria” e outros.

 

A operação batizada de Contragolpe, deflagrada nesta terça-feira (19), teve como alvos quatro militares, sendo dois da ativa e dois da reserva, e um policial federal. Mandados de prisão preventiva, busca e apreensão foram cumpridos em diferentes estados. Segundo o relatório, um dos planos articulados pelo grupo em 2022 foi apelidado de “Copa 2022” e previa o monitoramento do itinerário de Moraes em Brasília, culminando em seu sequestro e execução no dia 15 de dezembro daquele ano.

Plano “Punhal Verde e Amarelo” e indícios de ações terroristas

 

O relatório aponta que o plano de sequestro fazia parte de um projeto maior, denominado “Punhal Verde e Amarelo”. Além do ataque ao ministro Moraes, o grupo tinha como objetivo impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). As mortes de ambos e de Moraes, segundo a PF, seriam realizadas por envenenamento.

 

Evidências recuperadas de dispositivos eletrônicos vinculados ao ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, foram fundamentais para identificar os detalhes do plano. Entre os indícios estão deslocamentos estratégicos e o uso de veículos oficiais para monitorar possíveis alvos. A PF classifica as ações como técnicas de agentes de forças especiais, indicando possível natureza terrorista.

Principais alvos da operação Contragolpe

 

Cinco pessoas tiveram mandados de prisão preventiva expedidos, incluindo militares e um policial federal. Entre os investigados estão:

  • Mário Fernandes: general da reserva e ex-secretário-executivo no governo Bolsonaro. Atualmente é assessor do deputado Eduardo Pazuello;
  • Hélio Ferreira Lima: tenente-coronel, ex-comandante de forças especiais em Manaus;
  • Rafael Martins de Oliveira: major acusado de negociar valores para mobilizar manifestantes em Brasília;
  • Rodrigo Bezerra Azevedo: major do Exército;
  • Wladimir Matos Soares: policial federal.

 

Mauro Cid, cuja atuação foi central na obtenção das provas, foi intimado para prestar novo depoimento. A operação prossegue com a análise de materiais apreendidos e coleta de mais evidências.

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