
Os gatos vêm convivendo com os humanos há milhares de anos, oferecendo companhia e conforto. Desde muito antes das redes sociais, esses animais já trazem momentos de alegria para os seus tutores, seja pelo seu ronronar calmante ou por suas brincadeiras imprevisíveis.
Mas o que dizem as pesquisas sobre o impacto dos gatos na saúde física e mental? Embora tenha um gato oferecer benefícios para o bem-estar, também é importante considerar
Uma característica comum entre os tutores de gatos é considerada parte da família. Num estudo realizado com 1.800 tutores holandeses, 50% dos entrevistados afirmaram que veem seus gatos como membros da família, e um terço os consideram como filhos ou melhores amigos. Essa proximidade emocional é comprovada por uma pesquisa norte-americana, que desenvolveu uma escala de “vínculo familiar”, revelando que os gatos são vistos com o mesmo
A relação de proximidade é recíproca: muitos gatos comunicam-se com comida ou brinquedos. Eles também merecem consideração quando são chamados, o que fortalece a ligação. Curiosamente, os gatos demonstram comportamentos de carinho que facilitam a convivência com humanos, como o “beijo de gatinho” – o ato de piscar lentamente – que as pesquisas indicam ser uma forma de comunicação adaptada para interagir conosco.
Estudos mostram que ter um gato pode ser benéfico para a saúde mental e cardiovascular. O convívio com um gato está associado a uma redução no isolamento social e ao aumento da sensação de propósito entre os tutores. Um estudo aponta que tutores que mantêm uma relação próxima com seus gatos, como amigos, experimentam uma conexão emocional ma
Em relação à saúde física, pessoas que têm ou já tiveram gatos apresentam um risco menor de doenças cardiovasculares, como derrames e problemas cardíacos. Embora esses estudos identifiquem uma associação, não se pode afirmar que os gatos são a causa direta dessa redução de risco. O contato com gatos também foi ligado a alterações positivas na microbiota intestinal, especialmente em mulheres, melhorando o controle da glicemia e redução das inflamações.
Por outro lado, a convivência com gatos não é isenta de riscos. Esses animais podem ser hospedeiros de doenças zoonóticas, como a toxoplasmose, uma parasita presente nas fezes dos gatos. Embora raro em gatos domésticos, o risco é maior entre gatos selvagens. Mulheres grávidas e pessoas com baixa imunidade devem evitar manusear caixas de areia ou usar luvas e trocá-las
Além disso, cerca de 20% das pessoas têm alergia a gatos, e a saliva dos felinos é uma fonte comum de alérgenos. Com cuidados específicos, como higiene frequente e restrição de acesso dos gatos a certos cômodos, é possível minimizar os sintomas. Estudos sugerem que a exposição a gatos pode até reduzir o risco de desenvolvimento de asma e outras reações alérgicas, graças à alteração do sistema imunológico.