Fraudes na gestão Carlesse: Polícia finaliza inquéritos sobre contratação de servidores fantasmas no Tocantins

Segurança19/12/2024

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A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), finalizou quatro inquéritos policiais relacionados à contratação de servidores fantasmas na Secretaria Geral de Governo, durante a gestão de Mauro Carlesse, em 2018.

 

O esquema investigado gerou um prejuízo de quase R$ 80 mil ao erário estadual.

Operação Catarse e desdobramentos das investigações

 

As investigações resultaram com a operação “Catarse”, que teve como objetivo cumprir mandatos de busca e apreensão para a coleta de documentos que comprovassem fraudes. Durante a operação, a população tocantinense invejou diversas denúncias anônimas, o que levou à instauração de investigações complementares.

 

Os inquéritos preliminares apontaram que as contratações irregulares contaram com a colaboração de chefes imediatos e até mesmo de um Secretário Estadual à época, que não reportaram as ausências dos servidores contratados.

Servidores fantasmas em Araguaína

 

A DECOR conseguiu comprovar que os servidores residiam em Araguaína, a cerca de 384 km de Palmas, onde ficava a sede da Secretaria Geral de Governo. Nenhum desses servidores comparava regularmente ao trabalho, embora estivessem formalmente lotados na capital.

 

Foram concluídos os seguintes inquéritos policiais:

  1. IP nº 77/2019 : Investigada principal, SSM, recebeu mais de R$ 16 mil por oito meses, exercendo a função de “Supervisor de Suporte e Operação”, mesmo morando e trabalhando em Araguaína.
  2. IP nº 71/2019 : Investigado principal, SRS, recebeu mais de R$ 19 mil como “Auxiliar de Cadastro e Informação”, apesar de atuar como corretor de imóveis em Araguaína durante o período investigado.
  3. IP nº 81/2019 : Investigado principal, WGL, recebeu mais de R$ 13 mil como “Técnico em Suporte e Operação”, enquanto alegava estar desempregado e residia em Araguaína, comparecendo periodicamente à 2ª Vara de Execuções Penais da cidade para justificar sua ausência .
  4. IP nº 70/2019 : Investigada principal, RCF, recebeu mais de R$ 24 mil como “Agente de Cadastro e Informação”, apesar de exercer atividades em Araguaína durante os oito meses de contrato.

 

Em todos os inquéritos, além dos servidores fantasmas, foram indicados os superintendentes da Secretaria Geral de Governo e a Secretaria Estadual à época.

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