
A Polícia Civil do Tocantins indiciou um homem de 40 anos, identificado apenas pelas iniciais C.A.A.L., acusado de desvio de recursos em uma propriedade rural onde trabalhava como gerente na cidade de Paraíso do Tocantins. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada no Combate aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), apontou que o suspeito se aproveitou da ausência prolongada e, posteriormente, da morte do proprietário da fazenda para obter vantagens financeiras ilícitas.
O caso começou a ser investigado em fevereiro deste ano, após a viúva do proprietário — que reside em São Paulo — visitar a fazenda devido ao processo de inventário em andamento. Percebendo que o patrimônio da propriedade estava significativamente inferior ao esperado, a viúva acionou a Polícia Civil para apurar a situação.
Segundo a investigação, o proprietário da fazenda esteve internado em São Paulo por períodos prolongados entre outubro de 2022 e maio de 2023. Durante essa ausência, C.A.A.L. teria vendido gado pertencente ao patrão e lucrado com a transação, utilizando uma procuração que lhe dava poderes para resolver questões administrativas junto aos órgãos estaduais. Tal documento, segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Henrique Andrade, foi utilizado para conferir uma aparência de legalidade às vendas.
A apuração revelou que o gerente vendeu 63 cabeças de gado e continuou a obter lucros mesmo após o falecimento do patrão em maio de 2023, alugando pastagens sem a permissão dos herdeiros e tentando vender uma balança de gado por R$60 mil, embora a negociação não tenha se concretizado. O valor total indevidamente obtido pelo suspeito foi estimado em R$156.777,60.
A investigação foi concluída, e o caso agora segue para o Ministério Público, que avaliará as medidas legais cabíveis.