Estupro coletivo: PMs teriam ofertado R$ 30 mil por silêncio de vítima; entenda o caso

Geral02/02/2024

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Foto: Reprodução


A mulher que alega ter sido vítima de um estupro coletivo em uma festa de policiais militares no Guarujá, litoral sul de São Paulo, afirma ter recebido uma oferta em dinheiro para desistir da denúncia. Ela diz que os PMs ofereceram até R$ 30 mil por meio de um intermediário que a procurou pelo WhatsApp.

O estupro coletivo teria ocorrido em agosto do ano passado, em uma casa alugada durante uma festa com cerca de 20 pessoas, sendo que doze delas teriam participado do crime. A vítima registrou um boletim de ocorrência sobre o caso em dezembro, na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo, após descobrir que estava grávida.

Inicialmente, a mulher não pretendia procurar a polícia, mas foi informada de que, para realizar o aborto legalmente, seria necessário fazer o registro do estupro coletivo. O advogado da vítima, Allan Kardec Iglesias, explicou que ela não queria levar o caso adiante por medo e preocupações com sua imagem.

As negociações entre a vítima e os policiais ocorreram entre dezembro e janeiro, conforme mensagens de WhatsApp revelam. Os PMs teriam chegado a oferecer R$ 30 mil pelo silêncio da mulher sobre o estupro coletivo. No entanto, ela fingiu negociar para obter mais informações sobre o que teria ocorrido.

A vítima alega ter sido dopada na festa e só acordou no dia seguinte, sem saber o que tinha acontecido. Ela diz ter se sentido usada e que ouviu comentários dos agressores durante o ato. A suspeita é que tenham colocado alguma substância em sua bebida, levando-a a apagar.

Essas festas são comuns entre os policiais, especialmente durante a Operação Verão na Baixada, segundo o advogado. A vítima tem muitos amigos militares, mas quando chegou à festa, percebeu que não era o que esperava, com mais homens do que mulheres presentes.

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