
A relação entre a médica Melissa Isabelle Alves de Lima e o fisioterapeuta Huxley Luiz Majadas de Lima foi marcada por conflitos e denúncias. Segundo inquérito policial que apura a tentativa de homicídio de Huxley, atribuída ao suposto mando da médica, pelo menos 13 boletins de ocorrência foram registrados por Melissa contra o ex-marido após o divórcio em 2019.
Huxley relatou à polícia que enfrentou comportamento agressivo e perseguição por parte de Melissa, além de denúncias que ele classificou como caluniosas. A polícia investigou os registros, considerando-os indícios de comportamento obsessivo da médica, que teria usado o sistema judicial para prejudicar o ex-marido.
A tentativa de homicídio ocorreu em abril de 2020, quando Huxley foi baleado enquanto trabalhava no setor Aureny III, em Palmas. Ele foi atingido por seis tiros, mas sobreviveu após ser socorrido e internado no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Buscas realizadas pela Polícia Civil nesta semana incluíram endereços de Melissa, de seu pai, Sebastião Alves de Lima Filho, e de três policiais militares suspeitos de participação no crime. A ação foi autorizada pela Justiça e contou com o apoio do Ministério Público.
Segundo o inquérito, Melissa teria contratado os policiais para executar o crime. Dados telefônicos e testemunhas indicam que ela esteve próxima ao local do atentado no dia dos disparos. No hospital, Melissa tentou obter informações sobre o estado de saúde de Huxley, o que levantou mais suspeitas.
Testemunhas relataram que, no dia do crime, homens em um carro branco monitoraram a área antes do ataque. Após ser baleado, Huxley foi submetido a tratamento intensivo, mas deixou o estado por temor de novos atentados.
Os advogados de Melissa, de seu pai e dos policiais militares declararam que ainda não tiveram acesso aos autos do inquérito, que segue sob sigilo judicial. A Secretaria de Saúde do Tocantins informou que a médica, servidora do HGP, continua em atividade e que não há reclamações quanto à sua conduta profissional no trabalho.
A Polícia Militar também se posicionou, afirmando colaborar com as investigações e abrir procedimentos administrativos para apurar a conduta dos envolvidos.