
Donald Trump foi eleito novamente presidente dos Estados Unidos e retornará à Casa Branca em 2025. Durante a campanha, Trump prometeu medidas incisivas em relação à imigração, à economia, à política externa e a outras áreas de interesse nacional. Contando com um Congresso de maioria republicana, ele terá apoio para avançar com suas propostas, em especial no Senado, onde os republicanos conquistaram a maioria.
Em seu discurso de vitória, Trump reafirmou o compromisso com suas promessas, declarando: “Irei governar com um lema simples: promessa feita, promessa mantida.”
Trump anunciou sua intenção de implementar uma ampla política de deportações, prometendo realizar a maior remoção de imigrantes indocumentados já registrada nos EUA. Além disso, afirmou que retomará a construção do muro na fronteira com o México, uma obra iniciada durante seu primeiro mandato.
O número de travessias na fronteira sul dos EUA havia aumentado em 2023 e diminuiu no ano seguinte, mas a questão migratória permanece central.
Especialistas alertam que a promessa de Trump enfrenta desafios legais e logísticos, além de potenciais impactos econômicos. A deportação em massa poderia, segundo analistas, retardar o crescimento econômico, dado o papel que muitos trabalhadores imigrantes desempenham em setores essenciais da economia americana.
A economia foi um dos temas principais para os eleitores nas eleições de 2024. Trump prometeu combater a inflação e implementar cortes significativos de impostos, incluindo a expansão de sua reforma fiscal de 2017. Entre suas propostas, estão a isenção de impostos sobre gorjetas e a redução do imposto corporativo.
Além disso, ele sugeriu tarifas adicionais sobre produtos estrangeiros, especialmente sobre importações da China, com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA.
Economistas observam que o presidente dos EUA tem poderes limitados para controlar diretamente os preços, e a imposição de novas tarifas poderia elevar os custos para os consumidores, com possível impacto no mercado interno.
Dando continuidade à política de seu primeiro mandato, Trump prometeu reduzir as regulamentações ambientais para estimular a indústria automobilística e aumentar a produção de combustíveis fósseis.
Ele se opõe à transição para veículos elétricos e afirmou que pretende abrir áreas como o Ártico para exploração de petróleo, argumentando que isso poderia reduzir os custos de energia no país.
Especialistas questionam a viabilidade de algumas dessas medidas e alertam para os possíveis impactos ambientais e econômicos.
Trump criticou o apoio financeiro dos EUA à Ucrânia na guerra contra a Rússia, prometendo resolver o conflito “em 24 horas” por meio de um acordo. No entanto, ele não especificou como isso seria alcançado.
Na campanha, Trump afirmou que pretende reduzir o envolvimento dos EUA em conflitos estrangeiros, ao mesmo tempo em que reforçou seu apoio a Israel, pedindo que o aliado encerre operações em Gaza.
Durante a campanha, Trump adotou uma postura cautelosa em relação ao aborto, afirmando que não sancionaria uma proibição nacional. Após a revogação do direito ao aborto pela Suprema Corte em 2022, o tema se tornou um dos principais focos dos democratas, e vários estados adotaram políticas para proteger ou expandir esse direito.
Trump enfatizou que acredita que a decisão sobre o aborto deve ser dos estados, embora sua posição no tema tenha sido inconsistente ao longo do tempo.
Entre outros temas, Trump prometeu revisar condenações de alguns envolvidos na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, além de demitir o procurador especial Jack Smith, responsável por investigações criminais que envolvem o ex-presidente.
Smith lidera processos que incluem acusações de tentativa de reversão das eleições de 2020 e conduta inadequada no manejo de documentos sigilosos. Trump nega todas as acusações e classifica as investigações como “caça às bruxas política”.