O empresário Luciano Hang e sua rede de lojas, a Havan, foram condenados a pagar R$ 85 milhões por danos morais devido a um caso de assédio eleitoral durante as eleições de 2018. A ação, movida pelo Ministério Público do Trabalho, acusa Hang de coagir seus funcionários a votarem de acordo com suas preferências políticas.
A sentença, dada pelo juiz Carlos Alberto Pereira de Castro da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, é de primeira instância e ainda cabe recurso.
Luciano Hang negou as acusações em uma nota, chamando a decisão de “descabida e ideológica”.
O MPT alega que Hang realizou reuniões com funcionários antes das eleições de 2018, pressionando-os a votar de certa forma e indicando que poderia demitir 15 mil pessoas dependendo do resultado eleitoral.
O juiz Castro destacou a diferença entre declarar apoio político e a maneira como Hang abordou a situação com seus funcionários, considerada imprópria.
A indenização determinada inclui R$ 1 milhão por dano moral coletivo e R$ 1 mil por dano moral individual para cada empregado da Havan até 1º de outubro de 2018, além de R$ 500 mil multiplicado pelo número de lojas da Havan na época.
A decisão também se baseia no descumprimento de uma liminar de 2018, que proibia a Havan de pressionar trabalhadores sobre suas escolhas políticas e de fazer pesquisas de intenção de voto entre eles.
Luciano Hang afirmou que todas as ordens judiciais foram cumpridas e que as acusações foram feitas por agentes públicos e sindicatos com motivações políticas. Ele enfatizou que vai recorrer da decisão, alegando que nada de errado foi cometido e que isso já havia sido comprovado anteriormente.