Tocantins: Buscas por menino indígena desaparecido na Ilha do Bananal entram no 6º dia; veja o que se sabe

Geral26/01/2024

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Foto: Divulgação


Por terra, água e ar, a operação para encontrar o menino indígena que sumiu em uma floresta perto da aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal, continua pelo sexto dia nesta sexta-feira (26). A busca segue pistas como pegadas e outros sinais. Bombeiros, policiais, indígenas, agentes do Ibama e cães farejadores estão na procura, dia e noite.

Bruno Iriwana Karajá, de 11 anos, desapareceu na tarde de domingo (21). Sua família e vizinhos da aldeia tentaram achá-lo no mesmo dia. Sem sucesso, as autoridades de segurança foram chamadas para ajudar.

Até o momento, Bruno ainda não foi encontrado, apesar de possíveis avistamentos por moradores locais. O que se sabe sobre o caso até agora:

Primeiros Passos

No domingo (21) por volta das 13h, Bruno foi pescar com o pai e desapareceu na mata. Os indígenas começaram a procurá-lo, mas sem sucesso.

A situação é mais preocupante porque Bruno tem deficiência intelectual.

Os Cachorros

Ele estava com quatro cachorros. Eles retornaram à aldeia nos dias seguintes ao sumiço. O cacique Rodrigo Karajá informou que um voltou no dia do desaparecimento.

Dois cachorros foram vistos no dia seguinte: um de madrugada e outro encontrado pelos indígenas. O último cão voltou para a aldeia na quarta-feira (24).

Chegada das Equipes

Na segunda-feira (22), o Grupo de Resgate dos Bombeiros e a Polícia Militar Aérea de Tocantins chegaram à cidade de Santa Terezinha, próxima à aldeia. As buscas começaram imediatamente.

Pegadas que podiam ser de Bruno foram encontradas com a ajuda dos moradores da aldeia Wutaria, mas ele não foi localizado.

Na quarta-feira (24), mais três bombeiros, dois cães farejadores e três agentes do Ibama se juntaram à busca. Cerca de 50 pessoas, incluindo militares e indígenas, estão envolvidas.

Equipamentos

Para mapear a floresta, seis drones estão sendo usados. Quatro têm sensores térmicos para detectar pessoas.

As buscas terrestres estão concentradas nas aldeias Macaúba e Wutaria, onde mais vestígios foram achados.

Avistamentos

Bruno teria sido visto duas vezes. No domingo, um vaqueiro o viu a 15 km da aldeia Macaúba, mas não sabia do desaparecimento. Na quarta-feira, um cacique afirmou ter visto o menino, que fugiu ao se aproximar. O local foi vasculhado, mas sem sucesso.

Pegadas e Chuva

As pegadas são a principal pista, mas a chuva ameaça apagá-las. Na segunda-feira, indicavam que Bruno entrou na mata fechada. A chuva dificulta o trabalho, especialmente dos drones. A previsão é de mais chuva na região.

Por água, os indígenas percorrem os rios de canoa, buscando pistas. Eles também acompanham os militares durante a noite, esperando encontrar Bruno são e salvo.

 

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