Aumento dos casos de dengue preocupa e acende alerta de saúde em Araguaína

GeralEstado10/02/2026

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Foto: Divulgação

As notificações de casos suspeitos de dengue triplicaram nos últimos dois meses em comparação com o mesmo período de 2025. A Prefeitura de Araguaína informou que o município enfrenta um cenário de alerta, com 1.080 casos notificados, sendo 302 confirmados, 255 descartados, 523 aguardando exames laboratoriais e três mortes suspeitas em investigação.

Aumento de casos de dengue pressiona unidades de saúde em Araguaína

A demanda por atendimento de pacientes com sintomas da doença é constante no Pronto Atendimento Infantil (PAI), na UPA Anatólio Dias Carneiro e no Hospital Municipal de Araguaína (HMA), unidades administradas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC).

Segundo a direção das unidades, os testes rápidos estão sendo repostos com frequência, mas se esgotam rapidamente devido ao elevado número de atendimentos, o que tem exigido compras emergenciais para manter a testagem.

Sintomas da dengue e sinais de alerta para a população

Embora a maioria dos casos evolua sem complicações, parte dos pacientes pode desenvolver a forma hemorrágica da doença, que exige cuidados hospitalares. Especialistas alertam que existem quatro sorotipos do vírus, permitindo que uma pessoa contraia dengue mais de uma vez ao longo da vida.

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe, mas febre alta, dores no corpo e manchas na pele ajudam na identificação. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas e à hidratação, já que não há medicamento específico para eliminar o vírus.

Outro sinal de alerta ocorre quando o paciente apresenta melhora após alguns dias e, em seguida, piora de forma repentina, situação que exige atendimento imediato por risco de dengue hemorrágica.

Suspeita de dengue em crianças

Em crianças, o diagnóstico requer atenção especial. Sinais como dor abdominal, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, prostração ou irritabilidade indicam a necessidade de atendimento urgente.

A orientação médica inclui o uso de repelentes, a vacinação conforme a faixa etária e o cumprimento rigoroso das recomendações clínicas, com repouso e hidratação até a completa recuperação.

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