Karynne Sotero deve permanecer afastada das funções públicas mesmo com o retorno do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao comando do Executivo do Tocantins. A liminar concedida pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou apenas o retorno do governador e não incluiu a primeira-dama, que ocupava o cargo de secretária extraordinária de Participações Sociais.
A decisão, expedida na sexta-feira (5), ainda será analisada pela Segunda Turma do STF ao longo da semana. A assessoria de Karynne informou que não há posicionamento sobre a situação, uma vez que “ela não foi objeto da medida”. Em manifestações anteriores, a primeira-dama negou irregularidades e afirmou colaborar com as investigações.
Afastamento segue válido até 2026 e mudanças dependem de nova decisão judicial: O afastamento de Wanderlei e Karynne foi determinado durante a segunda fase da Operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura o possível desvio de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia. À época, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão de ambos das atividades públicas por 180 dias.
Como a medida foi aplicada em 3 de setembro de 2025, o período de afastamento de Karynne se estende até março de 2026. Sem nova decisão judicial específica para a primeira-dama, o retorno às funções não pode ocorrer.
Conforme apurado, advogados precisarão solicitar que a decisão que liberou Wanderlei seja aplicada também a ela. Karynne já foi alvo de buscas em três ocasiões e também é investigada por obstrução no curso do processo.
O STJ manteve medidas cautelares que continuam válidas para a primeira-dama. Entre elas: – Suspensão de atividades econômicas relacionadas aos institutos e empresas citados na investigação; – Proibição de contato com investigados, testemunhas ou servidores da Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas) e outros órgãos públicos; – Restrição de acesso ao Palácio Araguaia, repartições do governo estadual e à Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).
Cenário jurídico exige novos pedidos para possível retorno de Karynne Sotero: Sem alterações no processo que envolve a primeira-dama, a situação permanece inalterada até que haja manifestação do STJ ou do STF. Assim, mesmo com a volta do governador, o afastamento de Karynne continua valendo, junto às medidas estabelecidas em 2025.