No recente concurso da Polícia Militar do Tocantins, não foram oferecidas vagas para pessoas com deficiência
À medida que o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência se aproxima (3 de dezembro), é fundamental refletir sobre a inclusão no ambiente de trabalho, especialmente em concursos públicos.
No Brasil, 16% da população vive com alguma deficiência e apenas 28,3% deste grupo está empregado, em contraste com 66,3% das pessoas sem deficiência.
No Tocantins, um estado com aproximadamente 140 mil residentes com deficiência (9,3% da população), a inclusão em concursos públicos é um tópico de crescente importância. Em 2022, somente 25% dos tocantinenses com deficiência em idade ativa conseguiram emprego. Dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) destacam essa realidade.
Um exemplo recente da necessidade de melhores políticas inclusivas é a ausência de vagas destinadas a pessoas com deficiência no último concurso da Polícia Militar do Tocantins. Em contraste com outros estados, o Maranhão está avançando nesse quesito, reservando vagas e promovendo a diversidade.
Promover a inclusão de pessoas com deficiência em concursos públicos não é apenas uma questão de cumprir normativas, mas sim de reconhecer e valorizar as contribuições únicas que essas pessoas podem trazer.
Respeitar seus direitos e incentivar uma sociedade mais diversa e inclusiva são passos essenciais para um futuro mais equitativo.
No vídeo abaixo temos o Cleudson de Araújo Correria, Perito Criminal, Policial Civil e cotista da vaga de deficiência. Formado em Assistência Social, é exemplo e inspiração na causa.
Foi o responsável por levar a OAB a solicitação de inclusão de pessoas com deficiência na concurso da Polícia Militar.
O vídeo é um bate-papo sobre a temática com o I.E.P.C. Instituto de Educação Política e Cidadania. Confira: