Tocantins avança na adaptação climática com novo plano estadual

Geral07/02/2025

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Foto Cleide Veloso/Governo do Tocantins 

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), apresentou na quinta-feira (6) um panorama sobre as mudanças climáticas e a importância da implementação de planos municipais de adaptação. A exposição foi realizada ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMA) de Palmas durante a 58ª Reunião Ordinária do órgão.

A superintendente de Gestão e Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, destacou a necessidade de os municípios desenvolverem estratégias para minimizar os impactos climáticos, como secas prolongadas, tempestades e inundações. “Cada cidade possui vulnerabilidades específicas que exigem um planejamento adequado. No Tocantins, estamos estruturando o Plano Estadual de Adaptação em alinhamento com a Defesa Civil e o Plano Nacional de Adaptação. Além disso, a adesão ao programa Adaptacidade do Ministério do Meio Ambiente garantirá suporte técnico e financeiro para a implementação dessas medidas”, afirmou.

Dez municípios do estado, considerados mais vulneráveis às mudanças climáticas, foram priorizados, mas Palmas e outras cidades também poderão ser beneficiadas com o suporte técnico para adaptação climática, conforme explicou Marli.

O presidente do CMA, Isac Braz, reforçou a importância do conselho na formulação das políticas ambientais municipais e destacou a necessidade do engajamento dos membros para que as discussões se traduzam em ações concretas. “Nosso desafio é garantir que as diretrizes debatidas resultem em iniciativas efetivas para a sustentabilidade e a adaptação às mudanças climáticas”, afirmou.

Gestão de resíduos sólidos e sustentabilidade

Outro tema abordado na reunião foi a criação de um grupo de trabalho focado na gestão de resíduos sólidos em Palmas. A diretora de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Semarh, Ellen Amaral, e o assessor técnico Renato Martins defenderam que as Câmaras Técnicas do CMA contem com especialistas na área.

“Precisamos regularizar a atuação das cooperativas e associações de catadores na capital. Para isso, a criação de um grupo de trabalho é essencial. Esse grupo pode ser formado de maneira transitória, sem necessidade de inclusão no Regimento Interno, mas deve ter um prazo e atribuições bem definidas”, explicou Ellen.

A conselheira destacou ainda que a gestão de resíduos sólidos se tornou um tema prioritário devido ao impacto ambiental e social causado pelo descarte inadequado de resíduos urbanos. “A destinação correta dos resíduos contribui para a sustentabilidade e a inclusão socioeconômica dos trabalhadores do setor”, concluiu.

Reunião do CMA define diretrizes ambientais

A 58ª Reunião Ordinária do CMA ocorreu no Resolve Palmas e discutiu questões essenciais para a gestão ambiental da cidade. Entre os principais pontos debatidos estavam a proposta de alteração da Lei de Criação do CMA, a regulamentação da Taxa de Renovação de Licenciamento Ambiental e a avaliação da Área de Preservação Permanente (APP) do Lago de Palmas.

O evento também marcou a aprovação do calendário de reuniões para 2025, estabelecendo uma agenda de debates sobre temas ambientais relevantes para o município.

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