Reconhecimento, investigação e justiça: o impacto dos papiloscopistas na segurança pública

Geral05/02/2025

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Fotos: Adrielly Calixto/Governo do Tocantins

O Dia do Papiloscopista é celebrado em 5 de fevereiro, homenageando os profissionais da Polícia Civil responsáveis pela identificação humana nas esferas cível e criminal. No Tocantins, esses especialistas desempenham um papel essencial na emissão de documentos e na elucidação de crimes, utilizando técnicas avançadas de papiloscopia.

O Estado conta atualmente com 102 papiloscopistas em atividade. Em 2024, esses profissionais realizaram 280 identificações necroscópicas, além de análises de impressões digitais e reconhecimento facial. O trabalho dessas equipes fornece respostas rápidas às famílias, acelera investigações e assegura a dignidade das vítimas, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a justiça e a cidadania.

Os papiloscopistas realizam exames papiloscópicos e necropapiloscópicos, fundamentais para a identificação de vítimas e suspeitos. Também são responsáveis por exames de representação facial e prosopografia, que permitem comparar, de maneira objetiva e metodológica, traços faciais a partir de imagens de câmeras de segurança ou fotografias.

Tecnologia e cooperação em identificação e investigações

O avanço tecnológico tem aprimorado os processos de identificação. A coleta de biometria, que antes era realizada manualmente, evoluiu para um sistema digital, tornando as análises mais rápidas e precisas. Isso permitiu a automação dos processos e a integração de dados em um sistema unificado.

Além da emissão de documentos, os papiloscopistas desempenham um papel crucial em investigações criminais, analisando digitais coletadas em cenas de crime. Esse trabalho contribui para a identificação de suspeitos e para a comprovação de inocência de investigados, trazendo mais eficácia às ações de segurança pública.

A atuação dos papiloscopistas também se estende a cenários de tragédias. Em 2024, quatro profissionais do Tocantins foram deslocados para o Rio Grande do Sul como parte da Força Nacional de Segurança Pública, auxiliando na identificação de vítimas das enchentes. Além disso, a equipe foi fundamental na identificação das vítimas do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (JK), ocorrido em dezembro de 2024, permitindo que famílias recebessem respostas ágeis e precisas.

A diretora do Instituto de Identificação do Tocantins, Elaine Monteiro Tonon, destaca que os papiloscopistas são treinados para atuar em diferentes cenários, desde desastres naturais até investigações de alta complexidade. O superintendente da Polícia Científica, Edson Almeida, ressalta que o trabalho desses profissionais vai além da técnica, sendo uma missão voltada para a dignidade humana.

“No Dia do Papiloscopista, reconhecemos a importância desses profissionais que, por meio da ciência, garantem a identidade das pessoas e auxiliam a sociedade com respostas precisas”, afirma o secretário da Segurança Pública, Bruno Azevedo.

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