
Com foco em promover uma alimentação escolar mais saudável e sustentável, nutricionistas da Secretaria Municipal da Educação (Semed) realizaram uma visita à Escola Municipal Crispim Pereira Alencar, em Taquaruçu, nesta terça-feira (10). O objetivo foi avaliar a aceitação da carne de jaca, introduzida no cardápio dos alunos do período vespertino.
A proposta é incluir o alimento no menu de outras escolas da rede municipal de ensino de Palmas a partir do próximo ano.
Cerca de 120 estudantes experimentaram uma torta feita com carne de jaca e, segundo os profissionais, a recepção foi positiva. O coordenador de Alimentação Escolar de Palmas, Rodrigo Miranda, explicou que a iniciativa busca diversificar os alimentos oferecidos, aumentando o valor nutricional das refeições e integrando a agricultura familiar ao contexto escolar.
“A carne de jaca é um alimento minimamente processado, conforme orienta o Guia Alimentar da População Brasileira, e sua inclusão promove benefícios não só para a saúde dos alunos, mas também para a economia local. Além disso, o impacto ambiental do cultivo da jaca é quase nulo, o que reforça nosso compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a produção sustentável de alimentos”, destacou Rodrigo.
As merendeiras Suely Sousa Alves, Sebastiana Rosângela da Fonseca Silva, Luzilene da Silva Muniz e Maria Aparecida Borges de Oliveira foram responsáveis pelo preparo da torta. Para elas, o entusiasmo dos alunos foi recompensador. “É gratificante ver as crianças experimentando novos sabores. Fizemos com muito carinho e capricho, e a torta foi bem aceita”, disse Maria Aparecida.
A diretora da escola, Virgínia Coelho, ressaltou as vantagens nutricionais e sociais da carne de jaca. “Esse alimento é rico em nutrientes e produzido na nossa região. Muitos produtores enfrentam dificuldades para comercializar a jaca verde, o que gera desperdício. Com a inclusão da carne de jaca no cardápio, contribuímos para reduzir esse desperdício, beneficiar a agricultura familiar e diversificar a oferta de proteínas na alimentação dos alunos”, explicou a diretora.