Família é indiciada por homicídio qualificado após morte de homem em surto psicótico em Ananás

Segurança05/12/2024

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A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) finalizou, nesta quinta-feira (5), o inquérito que investigava a morte de Rafael Oliveira, de 62 anos, ocorrida na madrugada do último dia 30 de novembro, em Ananás. Três integrantes de uma mesma família foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e corrupção de menores.

 

Conforme o delegado Carlos Eduardo Estrela, que liderou as investigações, R.F.S., de 34 anos, sua esposa, G.S.S., de 33 anos, e a sogra, M.P.S., de 52 anos, teriam agido movidos por vingança após um incidente envolvendo Rafael, que, em surto psicótico, ateou fogo em um tapete na porta de uma panificadora de propriedade da família.

Crime foi motivado por vingança

 

Na noite do crime, Rafael Oliveira, diagnosticado com esquizofrenia, teria utilizado óleo diesel para incendiar objetos em via pública, incluindo o tapete da panificadora. Durante o ato, ele acabou se queimando gravemente, sofrendo queimaduras de segundo e terceiro graus, e caminhou desnorteado pelas ruas da cidade, completamente despido.

 

Ao tomar conhecimento do ocorrido, R.F.S. e um adolescente de 16 anos, cunhado dele, iniciaram uma perseguição à vítima. Armados com pedaços de madeira e uma cadeira, eles desferiram golpes letais contra Rafael, que já estava debilitado pelas queimaduras.

 

Embora G.S.S. e M.P.S. não tenham participado diretamente do ataque, ambas auxiliaram ativamente para que o crime ocorresse. G.S.S. circulou pelo local para monitorar a situação, enquanto M.P.S. incentivou o adolescente a participar do ataque e garantiu sua proteção após o crime.

Investigações revelam tentativa de encobrir o crime

 

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio devido às queimaduras no corpo da vítima. Contudo, exames periciais indicaram que a causa da morte foi homicídio, levando à abertura de uma investigação. O trabalho da Polícia Civil identificou rapidamente os envolvidos, culminando no indiciamento dos adultos e na responsabilização do adolescente por ato infracional análogo ao homicídio qualificado.

 

O delegado Carlos Eduardo destacou a gravidade do caso, reforçando que a tentativa de fazer justiça com as próprias mãos não será tolerada. Ele também fez um apelo à confiança da população no trabalho da polícia.

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