PF indicia Bolsonaro, Braga Netto, Heleno, Ramagem, Valdemar e mais 32 em inquérito sobre tentativa de golpe

Segurança21/11/2024

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A Polícia Federal (PF) concluiu, nesta quinta-feira (21), o inquérito que investigou a tentativa de golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito em 2022. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes O golpe de seu governo foi formalmente indiciado por crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de Estado e organização criminosa.

 

O relatório final da investigação, que totaliza mais de 800 páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu apresentar denúncia contra os indiciados. Caso a denúncia seja aceita, os investigados se tornarão réus e enfrentarão julgamento no STF.

Acusações detalhadas sobre investigação de golpe de Estado

 

Entre os indicados estão figuras de alto escalonamento, como o general da reserva Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa, além de candidato a vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. Também estão na lista o general da reserva Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o policial federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL).

 

O inquérito revelou que os envolvidos se estruturaram em núcleos com tarefas específicas, como desinformação sobre o sistema eleitoral, incitação de militares à adesão ao golpe, apoio logístico às ações golpistas e inteligência paralelamente. Segundo a PF, as provas foram obtidas a partir de quebras de sigilo, buscas e apreensões, e colaborações premiadas autorizadas pela Justiça.

 

As penas previstas para os crimes são as seguintes:

  • Golpe de Estado : de 4 a 12 anos de prisão;
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito : de 4 a 8 anos de prisão;
  • Organização criminosa : de 3 a 8 anos de prisão.

Próximos passos no STF

 

O relatório da PF incluiu o indiciamento de 37 pessoas. A análise das provas e a definição sobre o oferecimento de denúncia ficam a cargo da PGR. Caso o STF aceite a denúncia, o processo seguirá para julgamento.

 

A investigação reforça que as ações dos indiciados buscaram, de forma coordenada, subverter a ordem democrática e manter o então presidente no poder, mesmo após sua derrota nas urnas em 2022.

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