
Um dos suspeitos de envolvimento na morte do DJ e ex-ator mirim João Rebello, ocorrido em Trancoso, um distrito turístico de Porto Seguro, na Bahia, se apresentou à polícia na última quinta-feira (31). Wallace Santos Oliveira, conhecido como WL, tinha um mandado de prisão em aberto desde quarta-feira (30) e era considerado foragido.
A apresentação ocorreu na 3ª Delegacia Territorial (DT) de Trancoso, onde WL chegou acompanhado por seu advogado. A Polícia Civil de Porto Seguro confirmou a informação nesta sexta-feira (1º).
Além de Wallace, Felipe Souza e Anderson Nascimento também estão com mandados de prisão por suspeita de homicídio e tráfico de drogas. Segundo as investigações, as evidências até o momento sugerem que João Rebello foi assassinado por engano e que não há indícios de envolvimento do ex-ator em atividades criminosas.
João Rebello foi morto a tiros no dia 24 de outubro, quando estava sozinho em seu carro em Trancoso. O corpo foi velado e sepultado no domingo (27), no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, com a presença de familiares e amigos próximos, incluindo as atrizes Patrícia Travassos, Nívea Stelmann e Ana Paula Tabalipa. Em homenagem a João, a família anunciou duas missas de sétimo dia: uma em Ipanema, no Rio de Janeiro, e outra na Igreja São João Batista, no Quadrado de Trancoso.
Sobrinho do renomado ator e diretor Jorge Fernando, João Rebello teve uma breve, mas memorável carreira na TV Globo, onde atuou em cinco novelas entre 1986 e 1997. Sua estreia foi aos 7 anos em “Cambalacho” (1986), interpretando Maneco, um dos filhos adotivos da personagem Naná, vivida por Fernanda Montenegro.
João conquistou o público com papéis icônicos, como o intelectual Sig em “Vamp” (1991) e o jovem anjo Nicolau em “Deus nos acuda” (1992). Seu último trabalho foi na novela “Zazá” (1997), onde interpretou Baby, um surfista.