Durante os meses mais quentes no Tocantins, entre julho e outubro, a baixa umidade e as queimadas tornam-se um problema significativo, afetando a qualidade do ar e a saúde da população. Este período, conhecido como verão amazônico, é caracterizado pela escassez de chuvas e o aumento dos focos de incêndio, resultando em grandes quantidades de fumaça que cobrem as cidades. Essa situação agrava as doenças respiratórias, especialmente em crianças e idosos, que são os mais vulneráveis.
Os otorrinolaringologistas William Mattos e Hugo Rodrigues destacam a importância da prevenção contra essas doenças. Quando uma pessoa inala a fumaça, as toxinas entram pelas vias aéreas, causando inflamações que podem levar a problemas como asma, rinite, sinusite, e infecções de garganta. Para minimizar os riscos, os médicos recomendam evitar áreas próximas aos focos de incêndio e buscar ambientes onde o ar seja filtrado, como em locais com ar condicionado. Além disso, manter-se bem hidratado, consumir frutas ricas em água e utilizar umidificadores de ar são medidas essenciais para combater os efeitos do clima seco.
O cenário de queimadas no Tocantins é preocupante, com 5.889 focos registrados entre 1º de janeiro e 7 de agosto de 2024, um aumento em comparação ao mesmo período do ano anterior. As autoridades continuam a monitorar e combater os incêndios, como na Área de Proteção Ambiental (APA) na Serra do Lajeado, onde uma operação foi concluída recentemente. Com a previsão de baixa umidade, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para o estado, reforçando a necessidade de cuidados redobrados durante este período crítico.